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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Brasil no Olhar dos Viajantes - Episódio 2


Estreia do segundo episódio da sérieBrasil no olhar dos viajantes


O Brasil é formado por muitos brasis. Já foi Pindorama, português e também espanhol, francês e holandês. Essa pluralidade característica da nossa história é o tema do segundo episódio da série Brasil no Olhar dos Viajantes, que estreia no dia 29 de junho na TV Senado. A série inédita apresenta os relatos de estrangeiros que estiveram no Brasil desde o descobrimento e mostra sua influência na construção da nossa imagem perante o mundo e entre os próprios brasileiros. 
Se no primeiro episódio o espectador pôde conhecer o Brasil visto pelos viajantes do século XVI como o paraíso nos trópicos, de natureza exuberante e habitantes selvagens, no segundo episódio irá se deparar com um Brasil colonizado, fonte inesgotável de ouro e riquezas naturais. O Brasil que conhecemos, da “terra boa e gostosa”, das “fontes murmurantes” e do “formoso céu” também já foi descrito como o país dos avarentos, corrompidos, ociosos, ciumentos, indolentes e luxuriosos. Franceses e holandeses, em suas tentativas de colonização do território brasileiro, bem como os ingleses e alguns aventureiros que estiveram por aqui, registraram sua passagem e, entre descrições técnicas, próprias dos relatos de viagem, deixaram também impressões e queixas a respeito daqueles que habitavam e dominavam parte do Novo Mundo.
                As narrativas produzidas por esses viajantes e as imagens que traziam sobre o Brasil circulavam por toda a Europa, apresentando ao mundo letrado um lugar desconhecido, distante e exótico. Boa parte desse acervo servirá como referência para os nossos intelectuais que, séculos depois, teriam a missão de resgatar o passado e construir uma nacionalidade brasileira.  
As curiosidades e os fatos desse importante período da história do Brasil são apresentados no segundo episódio da série, que reúne documentos da época, imagens raras e depoimentos de pesquisadores que se dedicaram a investigar a relação entre a literatura de viagem e a consolidação da nossa identidade.


Chamada 1 – http://www.youtube.com/watch?v=RkA9Zh3AfvU

Chamada 2 - http://www.youtube.com/watch?v=kHRSwSjLoPM

Chamada 3 - http://www.youtube.com/watch?v=aT7XIj4CEzM&feature=youtu.be


Brasil no Olhar dos Viajantes, 2013
Estreia: dia 29 de junho, às 21h30
Direção: João Carlos Fontoura
Duração (episódio): 60min
Reprises: Junho: sábado, 29/06 – 21h30 / Domingo, 30/06 – 12h30
Julho:  Sábado, 06/07 – 14h30 /Domingo, 07/07 – 20h30 / Sábado, 13/07 – 4h00  Domingo, 14/07 – 15h30

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Topografia e Arquitetura: Definição, história e conceituação.



 Figura 1: Topógrafos latino-americanos (ITD Ingenieria Topografia y Diseño, 2013)

A. O que é Topografia
Topografia é a ciência que estuda uma determinada superfície, com todos os seus acidentes geográficos naturais ou não, definindo a situação e a localização de qualquer área e determinando analiticamente as medidas (área/perímetro), com expressão exata de seu relevo através de representações gráficas em cartas ou plantas topográficas.
É a ciência que se ocupa da descrição do relevo de uma localidade (do grego, topos=lugar, região e graphen= descrição), ou ainda a arte de representar graficamente o relevo e as características desta localidade; Topografia significa a descrição exata e detalhada de um lugar, determinando as dimensões, elementos existentes, variações altimétricas, acidentes geográficos, etc.
A análise topográfica reúne dados, obtidos através de cálculos, métodos e instrumentos que permitem o conhecimento do terreno, dando base para execução de projetos e obras realizadas por engenheiros ou arquitetos e sendo fundamental para a etapa de projeto e a execução da obra.

1. Finalidade da Topografia

A Topografia mapeia uma pequena porção da superfície da terra e representa graficamente, através da planta de levantamento topográfico, todas as características de uma área (relevo, curvas de nível, elementos existentes no local, metragem, cálculo de área, pontos cotados, norte magnético, coordenadas geográficas, acidentes geográficos, etc.).
A planta topográfica deve ser elaborada com equipamentos apropriados e métodos de medição e representação gráfica considerando-se os parâmetros, metodologia e legislação de acordo com as normas técnicas.

2. Breve história da Topografia

A Topografia surgiu simultaneamente à cartografia, de maneira instintiva, pela necessidade do homem de demarcar caminhos, locais de caça e propriedades.
Antigas civilizações (egípcios, chineses, gregos, árabes, romanos e babilônicos) utilizaram instrumentos rudimentares, que serviram para delimitar propriedades, traçar rotas comerciais e erguer construções. A groma egípcia, por exemplo, é um instrumento manual com uma base em forma de “X”, suspensa por uma corrente e que tem pendentes em cada ponta do “X” uma corda com um pequeno peso. Além de ser utilizado para alinhar direções em áreas planas até objetos distantes e depois transferir as linhas para o solo marcando linhas retas, podia ser usada para marcar ângulos necessários nas construções, como por exemplo, nas pirâmides (cf., Agrimensura en la Época Romana, TIMERIME, 2013) .
Mas, os instrumentos topográficos se desenvolveram muito principalmente no século XVII, , quando a construção de limbos graduados foi substituída pela fabricação de teodolitos, instrumento ótico usado para medir com precisão ângulos horizontais e ângulos verticais.
Outro fato importante para os estudos topográficos ocorreu em 1873: Em 1828, C.F. Gauss havia apresentado um modelo aperfeiçoado da figura da Terra, mas em 1873 o termo geoide foi criado por J.F. Listing, que propôs a denominação de Geóide para a forma da terra (circunferência da terra que é determinada pelo nível médio dos oceanos em calmaria e se estende por sob os continentes formando um círculo) e Molodensky, em 1945, demonstrou que a superfície física da terra podia ser determinada a partir das medidas geodésicas (do geóide). Assim, os topógrafos passaram a formar as redes geodésicas, sistemas de determinação das características físicas da superfície terrestre baseadas na altitude, com relação ao geóide, e longitude. Recentemente, a maior revolução na topografia foi à invenção do GPS (Sistema de Posicionamento Global) que possibilitou determinar posições estáticas ou em movimento com rapidez e precisão do que qualquer outro método anterior.

3. A importância da Topografia

         
 A Topografia é um instrumento para a implantação e acompanhamento de obras. Isto é a base inicial para engenheiros e arquitetos realizarem qualquer projeto ou obra por representar em planta e em qualquer escala, todas as variações apresentadas em uma superfície, a identificação de todos os limites de propriedades, a expressão exata de seu relevo com todos os detalhes que estão ao seu interior (vegetação, vales, córregos, cercas, cursos d’água, edificações e outros).
São várias as aplicações da topografia na implantação de projetos de engenharia, sendo verificadas em diversas modalidades, tais como: Edificações em geral - aeroportos, portos, cais, conjuntos habitacionais- Obras de arte - túneis, pontes, pontilhões, viadutos; Barragens; Sistema de drenagem – galerias, canais; Sistema de água e esgoto; Planejamento urbano; Paisagismo; Usinas Hidrelétricas; Telecomunicações; Agricultura; Reflorestamento dentre outros.

B. O que é a Arquitetura

 Figura 2: Arquyteturas (CARVALHO,  2013)

A Arquitetura é a arte ou técnica de projetar e edificar o ambiente habitado pelo ser humano.”
A Arquitetura trata do design do ambiente construído pelo homem, o que engloba desde o desenho de mobiliário (desenho industrial) até o desenho da paisagem (paisagismo) e da cidade (urbanismo), passando pelo desenho dos edifícios e construções. O trabalho do arquiteto envolve, portanto, toda a escala da vida do homem, desde o manual até a urbana.
Falar em Arquitetura é falar sobre o espaço, o principal meio de expressão e de trabalho do Arquiteto, porque a Arquitetura envolve os espaços criados pela construção, os espaços interiores, os exteriores e os subjetivos.
C. A importância da Topografia para a Arquitetura
Analisando as etapas da construção civil, pode-se constatar que esta atividade está envolvida no desenvolvimento principalmente urbano e social.
A primeira coisa que o construtor deverá fazer após adquirir uma propriedade para nela construir um empreendimento imobiliário é solicitar um serviço de levantamento plani-altimétrico cadastral do terreno (a topografia). O levantamento topográfico confirma a metragem de uma determinada área e, com o levantamento plani-altimétrico, o construtor terá como avaliar o preço, o retorno de seu investimento financeiro e também constatar o que sobrará de área para construir levando em conhecimento as Leis do regem o plano diretor Municipal.
Um exemplo é se o cliente vai comprar um imóvel urbano com o lote de 15m x 35m que possui um córrego o qual passa pelos fundos da área. Com a posse de um levantamento topográfico o cliente tem condições de saber que poderá construir em um raio de 15m afastado do córrego, outro parâmetro de se levar em conta é o plano diretor, o qual traz a informação que a área de construção deverá ter mais um recuo na calçada e mais uma área verde de 5m na parte frontal do terreno.
Chega-se à conclusão de que o terreno com 35m de comprimento vai passar a ter somente 15m disponível para obras de construção ou até menos dependendo das diretrizes que regem o plano diretor de seu município. Neste sentido o cliente evita um investimento de grande valor por um que lhe auxilie na tomada de decisão, que proporciona uma visão mais ampla em relação à compra, assim o cliente pode informações que sejam relativamente de baixo custo.
A verificação da real geometria e altimetria do terreno também trazem segurança ao engenheiro ou arquiteto que for realizar um estudo de massa.
Um levantamento topográfico bem apurado deverá considerar todos os elementos existentes no local, tais como: Meio fio, arruamentos internos, alinhamentos de muros e cercas, marcos demarcatórios, árvores, caixas de drenagem, postes, ralos, edificações existentes, edificações confrontantes, indicação do sentido do trânsito, existência de rios ou córregos próximos ao terreno, pontos cotados, curvas de nível, taludes, rochas, etc. Portanto, julgamos que o levantamento topográfico do terreno é imprescindível antes de investir cegamente num negócio imobiliário. Na fase de execução da obra, a topografia serve de instrumento técnico para evitar erros na demarcação dos limites do terreno, locação de nivelamento dos furos de sondagem, demarcação do esquadro da obra, locação de estacas, locação de pilares, nivelamento do terreno, acompanhamento das prumadas dos pilares, nivelamento dos pisos e lajes, marcações das áreas de lazer e jardim, etc.
  D. Referências

1.       CARVALHO, Gaio. Arquyteturas. Disp. em: https://www.facebook.com/gaio.carvalho. Acesso: 22 de abril de 2013.
2.      IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O que é o Geóide? Disp. em: http://www.ibge.gov.br/home/geociencias/geodesia/oquee_geoide.shtm. Acesso em: 22 de abril de 2013
3.      TIMERIME. Agrimensura en la Época Romana. Disp: http://timerime.com/en/event/1457050/Agrimensura+en+la+poca+Romana/. Acesso: Abril 2013.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

O ensino de topografia nas universidades - Arquiteto Prof. Arnaldo da Silva Almeida Sobrinho

O ensino de topografia nas universidades
Arquiteto Prof. Arnaldo da Silva Almeida Sobrinho

O ensino de topografia, vem se deteriorando anualmente, devido às dificuldades financeiras das universidades em poder adquirir os diversos instrumentos necessários ao ensino da citada cadeira, principalmente pela evolução tecnológica ocorrente nos últimos anos.

Foram grandes mudanças nas décadas de 80 e 90, com a presença de computadores, novos teodolitos e níveis, que tornaram os trabalhos de campo e escritório, muito mais precisos e rápidos. Antigamente, usando-se um teodolito, poderíamos com auxílio de uma mira, avaliar uma distância com precisão de 60,0 m, hoje com equipamentos modernos, se consegue precisão em distâncias muito maiores. Com computador, calcula-se uma área irregular em questão de minutos.

Entretanto, os futuros arquitetos e engenheiros, necessitam e muito de plantas topográficas para executarem seus projetos e obras. Para tal, sugerimos modificações nos programas dos cursos de topografia, deixando os conhecimentos dos trabalhos de campo e os cálculos, indispensáveis a elaboração das plantas topográficas para cursos livres do currículo escolar.

Assim sendo, sugerimos um programa dos conhecimentos topográficos necessários a projetos arquitetônicos e urbanísticos, a saber.

  1. Objeto da topografia. Distinção entre topografia e geodesia. Plano topográfico. Levantamentos.
  2. Orientação das plantas Paralelos e Meridianos. Latitude e Longitude. Norte Verdadeiro. Norte Magnético. Alinhamento. Azimute e Rumo.
Planimetria. Estações, Ré e Vante. Poligonais.
  1. Medida direta das distâncias. Uso da trena. Estaqueamento. Medida direta de um alinhamento em terreno inclinado. Erros.
  2. Medida de ângulos. Teodolitos. Miras.
  3. Áreas. Processo Mecânico. Áreas por coordenadas.
6.      Altimetria. Relevo do solo. Pontos Cotados. Curvas de nível.
7.      Nivelamento. Nivelamento geométrico. Níveis Perfis.
8.      Convenções Topográficas.
9.      Plantas Topográficas. Uso de plantas. Escalas.
10.  Locação. Locação de curvas. Declividade. Raios das curvas para projetos de arruamento.
11.  Movimento de Terra. Cálculo de volume.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Olhar Vassouras - Oficina

Agradeço a todos (as), colegas, alunos (as), parceiros, novos amigos/parceiros/colegas e anônimos(as) que estiveram conosco na Olhar Vassouras! Agradeço a presença, o interesse e a dedicação ao estudo. Foi maravilhoso! Muito Obrigado. Forte abraço, Raphael.


quinta-feira, 9 de junho de 2011

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Comissão de Frente (1)

O Carnaval chegou e com ele a Comissão de Frente saúda o público e pede passagem

http://www.brasilescola.com/carnaval/comissao.htm

Já havia o quesito Comissão de Frente nos ranchos cariocas, conjunto de dança, canto, desfile e coreográfico e raiz imediata da Escola de Samba, no início do século XX (DUTRA, 1985:7).

DUTRA, Anésio Pereira. Ranchos: estilo e época. Contribuição ao estudo dos ranchos no carnaval carioca. Pesquisa coordenada por Neusa Fernandes. Rio de Janeiro: Secretaria de Estado de Ciência e Cultura, INEPAC/Coordenação Editorial, 1985

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Ensino de topografia nas universidades (artigo).

O ensino de topografia nas universidades



Arquiteto Prof. Arnaldo da Silva Almeida Sobrinho

O ensino de topografia, vem se deteriorando anualmente, devido às dificuldades financeiras das universidades em poder adquirir os diversos instrumentos necessários ao ensino da citada cadeira, principalmente pela evolução tecnológica ocorrente nos últimos anos.

Foram grandes mudanças nas décadas de 80 e 90, com a presença de computadores, novos teodolitos e níveis, que tornaram os trabalhos de campo e escritório, muito mais precisos e rápidos. Antigamente, usando-se um teodolito, poderíamos com auxílio de uma mira, avaliar uma distância com precisão de 60,0 m, hoje com equipamentos modernos, se consegue precisão em distâncias muito maiores. Com computador, calcula-se uma área irregular em questão de minutos.

Entretanto, os futuros arquitetos e engenheiros, necessitam e muito de plantas topográficas para executarem seus projetos e obras. Para tal, sugerimos modificações nos programas dos cursos de topografia, deixando os conhecimentos dos trabalhos de campo e os cálculos, indispensáveis a elaboração das plantas topográficas para cursos livres do currículo escolar.

Assim sendo, sugerimos um programa dos conhecimentos topográficos necessários a projetos arquitetônicos e urbanísticos, a saber.

  1. Objeto da topografia. Distinção entre topografia e geodesia. Plano topográfico. Levantamentos.
  2. Orientação das plantas Paralelos e Meridianos. Latitude e Longitude. Norte Verdadeiro. Norte Magnético. Alinhamento. Azimute e Rumo.
Planimetria. Estações, Ré e Vante. Poligonais.
  1. Medida direta das distâncias. Uso da trena. Estaqueamento. Medida direta de um alinhamento em terreno inclinado. Erros.
  2. Medida de ângulos. Teodolitos. Miras.
  3. Áreas. Processo Mecânico. Áreas por coordenadas.
6.      Altimetria. Relevo do solo. Pontos Cotados. Curvas de nível.
7.      Nivelamento. Nivelamento geométrico. Níveis Perfis.
8.      Convenções Topográficas.
9.      Plantas Topográficas. Uso de plantas. Escalas.
10.  Locação. Locação de curvas. Declividade. Raios das curvas para projetos de arruamento.
11.  Movimento de Terra. Cálculo de volume.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Palestra e Oficina no Museu Carmem Miranda - convida.


Convite
  • 19/05 -14h / Palestra: Retrospectiva da obra do arquiteto Eduardo Afonso Reidy -Panorama da arquitetura mundial e nacional na década de 50 do século XX e o paisagismo de Burle Max.Com o Prof. Francisco Veríssimo, Arquiteto e Professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo/FAU/UFRJ.

  • 19/ 05 - 15h / Oficina: Poéticas Espaciais: Interferências Contemporâneas, orientados pela artista plástica Karla Gravina
O Museu Carmem Miranda está localizado à Avenida Rui Barbosa, em frente ao número 560, Parque do Flamengo. Conto com a presença de vcs!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Commissions of Front in Rio's Carnival: The Future.


Commissions of Front should be communicative, because they open the show and prepare the audience at the Sambadrome Marques de Sapucai in Rio’s Carnival for the show which starts from its passage.
Sometimes attached to complex choreography, the Commission communicates joy and entertainment and this assistance in the Sambadrome, which breaks the interaction with the audience, with the development of the school and even with the plot to be developed.
Another aspect worth mentioning is that the Commission of Front communicates its joy and enthusiasm through its choreography. But sometimes, this is a rather restrained choreography for the content of Plot-theme and, therefore, is no communication with the public. I think it is appropriate that the idealization of the choreography can be made some moves to invite those present on the Catwalk of Samba to the revelry and celebration / joy that will be presented during the parade of the party.
The future belongs to those Commissions of Front that are shared with the public, who are part of it that are loved and cherished by the public in the Sambadrome. These feelings and attitudes should be encouraged from now, because communication is not only see: it is mainly interact!
Rio, Wonderful Town, Carnival, 2010.

O Futuro da Comissão de Frente no Carnaval do Rio de Janeiro


O futuro da Comissão de Frente no Carnaval do Rio de Janeiro

Raphael David

A palavra Carnaval originou-se de carne + vale (do latim: caro, carnis = carne; vale = adeus), ou ainda da expressão carne levare ou carnilevamen, expressões que significam suspensão da carne, abstenção de carne.
O Carnaval antecedia o fim dos prazeres carnais estabelecido pelo período da Quaresma 
período de jejum e abstinência de carne (só era permitido comer peixe)
e sempre foi celebrado com liberdade de costumes, em que se podia comer e beber sem limite.
O primeiro de carnaval oficial no Brasil foi realizado em 1884, em Salvador, Bahia. No início o carnaval de rua era uma imitação do Carnaval de Veneza,  o mais importante e famoso de toda a Europa, com o luxo que a época permitia (Revista Agerip, fevereiro/2010).

As Comissões de Frente devem ser comunicativas, porque abrem o desfile e preparam a platéia no Sambódromo para o espetáculo que se inicia a partir da sua passagem.
Às vezes, presas a coreografias complexas, a Comissão não comunica alegria e animação à assistência presente na Passarela do Samba, o que quebra a interatividade com o público, com o desenvolvimento da Escola e mesmo com o Enredo que será desenvolvido.
Outro aspecto que merece ser ressaltado é que a Comissão de Frente comunica a sua alegria e entusiasmo através da sua coreografia. Mas, por vezes, esta coreografia está muito contida pelo conteúdo do Enredo e, por este motivo, fica sem comunicação com o público.

Creio que seria conveniente que na idealização das coreografias possam ser previstos alguns movimentos que convidem as pessoas presentes na Sapucaí à folia e à festa/alegria que serão apresentados ao longo do desfile da Agremiação.
O futuro pertence àquelas Comissões que se compartilham com o público, que são parte dele, que são amadas e queridas pela Sapucaí. Estes sentimentos e atitudes deveriam ser incentivados a partir de agora, porque comunicação não é só ver: é, principalmente, interagir!
Rio, Carnaval, 2015.