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quinta-feira, 7 de novembro de 2019

In the mood of the music. (A composition for the test)


In the mood of the music.
I was a hippie when I was young. At that time, the music (even the rock) was very important to us because of the intellectual and cultural message it had at that time. Our favorite groups usually had the name of famous books like the Doors (the doors of perception from Aldous Huxley) and The Rolling Stones, a poem by Dylan Thomas.
In fact, through music, we have changed our ideas and learned how to live in a new world we supposed that was born in a universe without internet and with the incipient technology of the ‘70s.
That's why we asked in that lost world who we were with The Who, we questioned a Blind Faith (Cream) with our goodness (Eric Clapton) in a Material World (George Harrison), and believed that All Things Must Pass (GH) and were made with Earth, Wind, and Fire. So, as you can see, it It was so funny and magic!
Raphael.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Cláudio Pastro, o Arquiteto de Deus.


Em Outubro sofremos uma grande perda, a morte do oblato e artista sacro Cláudio Pastro. A história do Mosteiro da Virgem em Petrópolis cruza com a história de vida e obra deste artista, que fazia questão de dizer que toda sua obra era para Deus.  Através do Mosteiro Nossa Senhora da Paz, de Itapecerica da Serra, Cláudio se tornou oblato e pode lá mesmo iniciar seus trabalhos.
A infância do artista
De família católica, Claudio Pastro nasceu em 16 de outubro de 1948, na cidade de São Paulo. Seus avós maternos eram espanhóis. O avô paterno nasceu na região do Vêneto, província de Treviso, Itália. Foi dele que herdou o sobrenome Pastro. A avó paterna, Geneviève de Grand, era da Provença francesa.Apesar de a família ser de fé católica, não foi o que mais o influenciou em questões religiosas.
Suas raízes se encontram no monaquismo beneditino, que entrou em sua vida pela convivência com as irmãzinhas da Assunção, cujo convento situavase na Alameda Lorena, bem em frente à casa em que a família morava. Dos 7 aos 19 anos, teve uma formação muito ligada a elas, porque seus pais compartilhavam daquele mundo. Sua mãe Aloísia, que todos chamavam de Luizita, pertencia ao grupo das Monicas, senhoras que participavam dos eventos assuncionistas.

Quando jovem, sua vocação para as artes tornou-se evidente. Se havia uma peça teatral ou um show na escola, logo o chamavam para criar o fundo do palco. Numa dessas ocasiões, desenhou todo um cenário com giz colorido sobre uma lona de caminhão. Assim, quando pensou em cursar uma faculdade, Claudio Pastro quis Belas Artes, muito incentivado pelos professores. Na época, já existiam Belas Artes, que eram a Pinacoteca e a FAAP. Mas não teve condições de fazer o curso, pois seus pais não podiam pagar a faculdade.
Mosteiro Nossa Senhora da Paz
Suas primeiras obras foram na capela do Mosteiro Nossa Senhora da Paz em São Paulo. Vieram então as criações para o Colégio Santo Américo e para outras igrejas. Aos poucos foi se tornando conhecido. Ao lado o Mosteiro Nossa Senhora da Paz.

O Pantocrator que encontra-se na Igreja São Bento do Morumbi, no Colegio Santo Américo, foi inaugurado em 1981, é um painel de 30 x 05 metros de altura, seu primeiro grande trabalho.
Ao receber o convite para fazê-lo, sentiu-se inseguro. Irmã Mônica Castanheira, a quem ele considera uma intelectual de largos horizontes, lhe disse: “Claudio, vá em frente. Não tenha medo, você é pós-Vaticano II!”. Para Claudio, ser pós-Vaticano II é ter a consciência da volta às fontes e agir de acordo com ela.
O Pantocrator

Claudio Pastro considera-se um iconógrafo e não vê em seus trabalhos nenhuma ligação com qualquer outro iconógrafo, a não ser uma relação genérica: o Pantocrator.Os ícones foram recuperados pela Igreja Católica só após o Concílio Vaticano II. Na visão de Claudio Pastro, após o Concílio a Igreja nada tinha a oferecer em termos de arte e foi pedir socorro à Igreja Oriental, onde a arte tem fundamento
Lá, o Cristo Pantocrator é o ícone de maior significado. Ainda segundo ele, “se isso não acontecesse, talvez hoje sequer soubéssemos o que é um ícone, o Mistério, o Sagrado. O sentimento do sagrado apaga o eu, pois quem tudo determina é a divindade — Criador-Redentor. A partir do Concílio Vaticano II, Claudio Pastro serve-se de sua obra para enaltecer a figura de Cristo. “Ele é o rei. Os santos nada poderiam sem Ele. Todos eles viveram em função do Cristo como nós vivemos”, diz. “Se é para reverenciar apenas um santo, melhor colocá-lo logo em destaque na igreja para torná-lo um mito, um ídolo.” O que inspira Pastro, o que lhe importa, é a ação de Deus em nós e a nossa relação com Ele. O que o toca é a presença do mistério Criador-criatura.

A arte de Pastro no Mosteiro da Virgem

O Cristo Pantocrator foi realizado por Pastro na Abside da Igreja Abacial do Mosteiro da Virgem em Petrópolis RJ no ano de 1986.O Mosteiro da Virgem era uma fundação dedicada para cuidar da Igreja, principalmente do clero. Foi fundado por Madre Francisca no inicio do século XX. Na década de 60, por falta de membros, a comunidade foi acoplada à Abadia de Nossa Senhora das Graças de Belo Horizonte, havendo uma refundação do Mosteiro.
A igreja Abacial do Mosteiro da Virgem foi projetada arquitetonicamente por Pastro, que também realizou a feitura do altar, ambão, crucifixo, sacrário, escultura Mãe de Deus, vitral e painéis.

Vejam agora os detalhes da arte de Pastro no Mosteiro da Virgem.
 
Capela de São Bento e Santa Escolástica

A cruz de Cristo, como báculo na mão do Patriarca dos Monges do Ocidente, une as auréolas dos irmãos. São bento tem na mão a Santa Regra com a frase "Per Ducatum Evanngelli" ( guiados pelo Evangelho), sentido do monaquismo beneditino.
A Presidência ou Sédia

Composta de três cubos dá destaque, no centro, ao lugar do presidente da Assembléia, o padre, embaixador do Celebrante, Cristo Jesus.
A virgem 
( Em bronze 1,20 m de altura)

Ela é a Theotokos ( a Mãe de Deus), trazendo Deus em seu seio. 
O Crucifico
(Cristo de bronze 0,60m de altura e cruz de ferro)

A Cruz é sinal da árvore da vida (Gn 2,9) que o Senhor nos conquistou com a sua Morte e Ressureição, abrindo - nos as portas da Jerusalém Celeste, do Paraíso, qual Novo Adão ( ICor 15,21).
A Relíquia

Sob o Altar, na frente, encontra - se uma pequena lápide com a inscrição: "Dos ossos do Apóstolo Paulo". O Verdadeiro Trono do Senhor sempre foi o coração do cristão e, sobretudo, os restos mortais dos que O testemunharam até com o próprio sangue.
Painel da Ábside
(Com 9m de altura por 4m de largura: mural realizado com tintas "pigmento terra" alemães e inglesas à base de água, cola branca e fixador matte americano o acrílico.)

Eu renovo todas as coisa ( Ap, 21,5). Frase que se lê no pequeno Enageliário que está na mão esquerda do Cristo e sintetiza todo o painel: se com Adão e Eva a humanidade se perde o Paraíso, com o Cristo, Novo Adão, a humanidade recupera o Paraíso.
Pedro e Paulo

Á esquerda e á direita, na base do painel,, são os fundamentos da Igreja Apostólica, juntamente com os demais apóstolos.
 
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Olá,
Se você deseja tornar-se um colaborador do Mosteiro da Virgem em Petrópolis (RJ), entre em contato conosco e faça parte do projeto AMIM - Amigos do Mosteiro. Para maiores informações, entrar em contato através do e-mail: mosdavirgem@gmail.com.

https://www.facebook.com/MosteirodaVirgem.

(fonte: Informativo Mosteiro da Virgem. Amigos do Mosteiro. Outubro/Novembro 2016)

segunda-feira, 6 de julho de 2015