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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Comissão de Frente (1)

O Carnaval chegou e com ele a Comissão de Frente saúda o público e pede passagem

http://www.brasilescola.com/carnaval/comissao.htm

Já havia o quesito Comissão de Frente nos ranchos cariocas, conjunto de dança, canto, desfile e coreográfico e raiz imediata da Escola de Samba, no início do século XX (DUTRA, 1985:7).

DUTRA, Anésio Pereira. Ranchos: estilo e época. Contribuição ao estudo dos ranchos no carnaval carioca. Pesquisa coordenada por Neusa Fernandes. Rio de Janeiro: Secretaria de Estado de Ciência e Cultura, INEPAC/Coordenação Editorial, 1985

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O Futuro da Comissão de Frente no Carnaval do Rio de Janeiro


O futuro da Comissão de Frente no Carnaval do Rio de Janeiro

Raphael David

A palavra Carnaval originou-se de carne + vale (do latim: caro, carnis = carne; vale = adeus), ou ainda da expressão carne levare ou carnilevamen, expressões que significam suspensão da carne, abstenção de carne.
O Carnaval antecedia o fim dos prazeres carnais estabelecido pelo período da Quaresma 
período de jejum e abstinência de carne (só era permitido comer peixe)
e sempre foi celebrado com liberdade de costumes, em que se podia comer e beber sem limite.
O primeiro de carnaval oficial no Brasil foi realizado em 1884, em Salvador, Bahia. No início o carnaval de rua era uma imitação do Carnaval de Veneza,  o mais importante e famoso de toda a Europa, com o luxo que a época permitia (Revista Agerip, fevereiro/2010).

As Comissões de Frente devem ser comunicativas, porque abrem o desfile e preparam a platéia no Sambódromo para o espetáculo que se inicia a partir da sua passagem.
Às vezes, presas a coreografias complexas, a Comissão não comunica alegria e animação à assistência presente na Passarela do Samba, o que quebra a interatividade com o público, com o desenvolvimento da Escola e mesmo com o Enredo que será desenvolvido.
Outro aspecto que merece ser ressaltado é que a Comissão de Frente comunica a sua alegria e entusiasmo através da sua coreografia. Mas, por vezes, esta coreografia está muito contida pelo conteúdo do Enredo e, por este motivo, fica sem comunicação com o público.

Creio que seria conveniente que na idealização das coreografias possam ser previstos alguns movimentos que convidem as pessoas presentes na Sapucaí à folia e à festa/alegria que serão apresentados ao longo do desfile da Agremiação.
O futuro pertence àquelas Comissões que se compartilham com o público, que são parte dele, que são amadas e queridas pela Sapucaí. Estes sentimentos e atitudes deveriam ser incentivados a partir de agora, porque comunicação não é só ver: é, principalmente, interagir!
Rio, Carnaval, 2015.