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terça-feira, 2 de julho de 2019

Topografia: conceito, definição, área de atuação, atribuições profissionais e sombreamentos e o ensino contemporâneo.


 Topografia: conceito, definição, área de atuação, atribuições profissionais e sombreamentos e o ensino contemporâneo.

Considerações sobre o ensino da Topografia na estrutura curricular atual na formação do Arquiteto e Urbanista no Brasil.

1.     O que é Topografia


Topografia é a parte da ciência que estuda a representação do relevo (BRANDALIZE, 2019). Sua área de abrangência é de cerca de 50 km além dos quais se utiliza na representação do espaço físico, outra ciência, a Geodésia. As diferenças fundamentais entre essas duas ciências estão na escala de trabalho e nas projeções que se utilizam para representar o espaço físico (id., 2019). Assim, quando se trata de projeto e execução em Arquitetura e Construção, recorremos à Topografia na representação do lugar; quando se trabalha ao nível do Urbanismo e o Planejamento Urbano, onde se utiliza cartas, mapas e demais documentos, se emprega métodos e documentos de Geodésia.

2.     A Topografia no século XXI


O estudo da Topografia, com o avanço da tecnologia, em especial do sensoriamento remoto, evoluiu em escolas de Arquitetura e Urbanismo para uma instância mais ampla, para a análise do ambiente na medida em que o cadastro ambiental urbano e rural informa as condições físicas e morfológicas a serem obrigatoriamente observadas pelo projetista e pelo construtor. Hoje, além das tradicionais cadernetas de campo e cálculos trigonométricos, há a preocupação de se explorar o lugar e conhecer a sua topografia, estudo para o qual contribui a Geomorfologia e a releitura de trabalhos clássicos (SILVA et al., 2017; CARVALHO, 2019) sobre a configuração do relevo (BRISSON, BOULANGER e outros) e o estudo de autores contemporâneos (ALVAREZ et al., 2003; GUERRA, 2011 e outros).

À evolução da tecnologia se seguiu a ampliação do campo de trabalho do Arquiteto e Urbanista que assumiu novos papéis, como por exemplo, em projetos de recuperação de áreas degradadas. De fato, para que o Arquiteto e Urbanista participe desses estudos será necessário o conhecimento exato das variáveis e fatores ambientais para análise da recomposição da paisagem, a conservação de recursos hídricos, a fixação e a conservação da fauna e da flora, a preservação das encostas, a contenção da erosão, a prevenção do assoreamento dos cursos d’água e o cumprimento da legislação ambiental vigente (GLUFKE, 1999). Essas considerações se referem à condição ex-situ do edifício, mas também será importantíssimo considerar a importância dos parâmetros ambientais relacionados no ambiente topográfico para o prédio in-situ, em especial, para formulação de projetos e construção na área de conforto ambiental, sustentabilidade energética e resiliência.

3.     Contribuição da Topografia para as Ciências Humanas Aplicadas: o caso da Arquitetura e do Urbanismo, atribuições do arquiteto e urbanista, qualificação profissional.

A Topografia ocupa uma posição central na Arquitetura e Urbanismo (VI - da Topografia, Art. 2o Lei Nº 12.378, DE 31 DE DEZEMBRO DE 2010) e deve ser vista como um item indispensável na tomada de decisões de projeto e execução de obras. Ela está presente em todas as atividades de Arquitetura e Urbanismo de forma direta, como atribuição profissional (VI - da Topografia, Art. 2o Lei Nº 12.378, DE 31 DE DEZEMBRO DE 2010), ou ainda, de modo indireto (em especial, III, IV, V, X e XI Art. 2o Lei Nº 12.378, DE 31 DE DEZEMBRO DE 2010), na medida em que os estudos, projetos e serviços ligados à profissão necessitam dela, como um “meio” e não como um “fim”. Pode-se afirmar que aplicada em todos os trabalhos de Arquitetura e Urbanismo, em menor ou maior escala.

A importância da Topografia na formação do Arquiteto e Urbanista pode ser comprovada através da atribuição própria que lhe confere a Lei (Anexo 1, Lei Nº 12.378, DE 31 DE DEZEMBRO DE 2010) e ainda, através do exame da Grade Curricular da Faculdade e Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP), importante centro de excelência no Brasil e que reserva 60 (sessenta) horas de carga horária/semestre como disciplina obrigatória (ver Anexo 2).

3.1. O que são atribuições profissionais (privativas do Arquiteto e Urbanista)


Atribuições privativas da profissão de arquiteto e urbanista são atividades que só podem ser realizadas por esses profissionais e visa impedir que a “ausência de formação superior exponha o usuário do serviço a qualquer risco ou danos materiais à segurança, saúde ou ao meio ambiente” (Regulamenta o exercício da Arquitetura e Urbanismo; cria o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil - CAU/BR e os Conselhos de Arquitetura e Urbanismo dos Estados e do Distrito Federal - CAUs; e dá outras providências; Lei Federal Nº 12.378, de 31 de dezembro de 2010).

3.2. Qualificação profissional do arquiteto e urbanista


O Conselho de Arquitetura e Urbanismo/BR (CAU/BR, 2019) informa que em 17 de julho de 2013, entrou em vigor a Resolução CAU/BR nº 51, que define as atribuições privativas da profissão de arquiteto e urbanista, publicada no Diário Oficial da União, às fls. 116 No. 136, de julho de 2013.

A definição das atribuições privativas dos profissionais de Arquitetura e foi estabelecida pela Lei nº 12.378/2010 e trata-se de uma regulação da lei com base nas diretrizes curriculares nacionais estabelecidas pelo Ministério da Educação. No que tange aos projetos e serviços ligados à questão ambiental deve ser destacado que o CAU/BR define como atribuição exclusiva de arquitetos o projeto urbanístico, definido como “atividade técnica de criação, pela qual é concebida uma intervenção no espaço urbano, podendo aplicar-se tanto ao todo como a parte do território – projeto de loteamento, projeto de regularização fundiária, projeto de sistema viário e de acessibilidade urbana”.

4.     Sombreamento entre as atribuições e o exercício profissional do arquiteto e urbanista

A Resolução CAU/BR nº 51 define como atividades privativas de arquitetos e urbanistas os projetos de Arquitetura da iluminação do edifício e do espaço urbano; de acessibilidade e ergonomia da edificação; e de acessibilidade e ergonomia do espaço urbano.
A Resolução CAU/BR nº 51 define como atribuição privativa de arquitetos e urbanistas a Arquitetura de Interiores, definida como “intervenção em ambientes internos ou externos de edificação, definindo a forma de uso do espaço em função de acabamentos, mobiliário e equipamentos, além das interfaces com o espaço construído – mantendo ou não a concepção arquitetônica original –, para adequação às novas necessidades de utilização. Esta intervenção se dá no âmbito espacial; estrutural; das instalações; do condicionamento térmico, acústico e lumínico; da comunicação visual; dos materiais, texturas e cores; e do mobiliário”.

5.     O ensino contemporâneo da topografia


O Professor e Arquiteto Arnaldo Sobrinho (2019) destaca que o ensino de topografia, vem se deteriorando anualmente, devido às dificuldades financeiras das universidades em poder adquirir os diversos instrumentos necessários ao ensino da citada cadeira, principalmente pela evolução tecnológica ocorrente nos últimos anos. De fato, foram grandes mudanças nas décadas de 80 e 90, com a presença de computadores, novos teodolitos e níveis, que tornaram os trabalhos de campo e escritório, muito mais precisos e rápidos.
Antigamente, usando-se um teodolito e poderíamos com auxílio de uma mira, avaliar uma distância com precisão de 60,0 m. Hoje com equipamentos modernos, se consegue precisão em distâncias muito maiores. Com computador, calcula-se uma área irregular em questão de minutos. Entretanto, os futuros arquitetos e engenheiros, necessitam e muito de plantas topográficas para executarem seus projetos e obras.
A Topografia contribui expressivamente para a formação e exercício profissional do Arquiteto e Urbanista. A sua importância e aplicações estão diretamente ligadas ao planejamento e execução de obras em várias escalas evidenciando-se a importância da Topografia na tomada de decisões.
No amplo universo de dados e informações que a Topografia disponibiliza ao projetista e ao responsável técnico pelas obras, destaca-se de forma especial o mapeamento, que assegura uma análise dos dados em campo fundamental para as decisões, por exemplo, de conservação ambiental.
De fato, com o dimensionamento e delimitação de uma área alterada a ser recuperada, tema em foco na atualidade (TESTONI e BACKES, 2009), só será possível com um planejamento preciso de estabilização e recuperação desta. E, com base nos dados obtidos e reunidos nos documentos próprios (plantas, perfis e outros), será possível a elaboração de procedimentos, técnicas e metodologias a serem empregadas na busca de uma melhor solução para aa recuperação ambiental (id., 2009).

6.       Referências bibliográficas


ALVAREZ,     Adriana;     BRASILEIRO,      Alice;     MORGADO,      Cláudio;     TREVISAN,     Rosina.

Topografia para Arquitetos. Rio de Janeiro: Booklink, UFRJ, 2003.

BRANDALIZE, Maria Cecília Bonato. Apostila (01) - Topografia. (PUC - PR). Feira de Santana (BA): Universidade Estadual de Feira de Santana. Disponível em: http://www2.uefs.br/geotec/topografia/apostilas/topografia%281%29.htm. Acesso em: 30/06/19.

CARVALHO, Paulo. 1º Princípios De Boulanger: Topografia Topologia. Disponível em: https://pt.scribd.com/document/369554034/PRINCIPIOS-DE-BOULANGUER-doc. Acesso em: 01/07/19.

CAU/BR. Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil. CAU/BR esclarece dúvidas sobre atividades privativas de arquitetos e urbanistas. Disponível em: https://www.caubr.gov.br/caubr-esclarece-duvidas-sobre-atividades-que-so-podem-ser-realizadas-por-arquitetos-e-urbanistas/. Acesso em: 01/07/2019.

GLUFKE, C. Espécies recomendadas para recuperação de áreas degradadas. Porto Alegre: Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, 1999

GUERRA, Antônio Jose Teixeira (org.). Geomorfologia Urbana. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011.

SILVA, Julio Manoel França da; OKA-FIORI, Chisato; SILVEIRA, Claudinei Taborda da. Geomorfometria: uma análise de conceitos, métodos e aplicações em geografia física. Revista Brasileira de Geografia Física, v.10, n.2, 2017, pp. 558-583. Disponível em: https://www.researchgate.net/profile/Julio_Franca_Da_Silva2/publication/31732518 2_Geomorphometry_an_analysis_of_concepts_methods_and_applications_in_physic al_geography/links/59531e25aca272a343db5225/Geomorphometry-an-analysis-of-concepts-methods-and-applications-in-physical-geography.pdf. Acesso em: 01/07/19.

SOBRINHO. Arnaldo da Silva Almeida. O ensino de topografia nas universidades.

Disponível em: https://www.blogger.com/blogger.g?rinli=1&pli=1&blogID=2538933221442987004#e ditor/target=post;postID=8813794510352817086;onPublishedMenu=allposts;onClose dMenu=allposts;postNum=46;src=postname . Acesso em: 01/07/19.

TESTONI, Alcir José; BACKES, Fernanda Alice Antonello Londero. A importância da topografia na recuperação de áreas degradadas. Ágora: Revista de Divulgação Científica, ISSN 2237-9010, Mafra (PR), v. 16, n. 2, 2009.

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- Anexo 1 -

LEI Nº 12.378, DE 31 DE DEZEMBRO DE 2010.

Regulamenta o exercício da Arquitetura e Urbanismo; cria o Conselho de Arquitetura e

Urbanismo do Brasil - CAU/BR e os Conselhos de Arquitetura e Urbanismo dos Estados e do

Distrito Federal - CAUs; e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Âmbito de abrangência

Art. 1o O exercício da profissão de arquiteto e urbanista passa a ser regulado por esta Lei. Atribuições de Arquitetos e Urbanistas
Art. 2o As atividades e atribuições do arquiteto e urbanista consistem em:

I - supervisão, coordenação, gestão e orientação técnica;

II  - coleta de dados, estudo, planejamento, projeto e especificação; III - estudo de viabilidade técnica e ambiental;
IV - assistência técnica, assessoria e consultoria; V - direção de obras e de serviço técnico;

VI - vistoria, perícia, avaliação, monitoramento, laudo, parecer técnico, auditoria e arbitragem; VII - desempenho de cargo e função técnica;
VIII - treinamento, ensino, pesquisa e extensão universitária;

IX - desenvolvimento, análise, experimentação, ensaio, padronização, mensuração e controle de qualidade;
X - elaboração de orçamento;

XI - produção e divulgação técnica especializada; e

XII - execução, fiscalização e condução de obra, instalação e serviço técnico.

Parágrafo único. As atividades de que trata este artigo aplicam-se aos seguintes campos de atuação no setor:
I - da Arquitetura e Urbanismo, concepção e execução de projetos;

II - da Arquitetura de Interiores, concepção e execução de projetos de ambientes;

III - da Arquitetura Paisagística, concepção e execução de projetos para espaços externos, livres e abertos, privados ou públicos, como parques e praças, considerados isoladamente ou em sistemas, dentro de várias escalas, inclusive a territorial;

IV - do Patrimônio Histórico Cultural e Artístico, arquitetônico, urbanístico, paisagístico, monumentos, restauro, práticas de projeto e soluções tecnológicas para reutilização, reabilitação, reconstrução, preservação, conservação, restauro e valorização de edificações, conjuntos e cidades;

V - do Planejamento Urbano e Regional, planejamento físico-territorial, planos de intervenção no espaço urbano, metropolitano e regional fundamentados nos sistemas de infraestrutura, saneamento básico e ambiental, sistema viário, sinalização, tráfego e trânsito urbano e rural, acessibilidade, gestão territorial e ambiental, parcelamento do solo, loteamento, desmembramento, remembramento, arruamento, planejamento urbano, plano diretor, traçado de cidades, desenho urbano, sistema viário, tráfego e trânsito urbano e rural, inventário urbano e regional, assentamentos humanos e requalificação em áreas urbanas e rurais;

VI - da Topografia, elaboração e interpretação de levantamentos topográficos cadastrais para a realização de projetos de arquitetura, de urbanismo e de paisagismo, foto-interpretação, leitura, interpretação e análise de dados e informações topográficas e sensoriamento remoto; VII - da Tecnologia e resistência dos materiais, dos elementos e produtos de construção, patologias e recuperações;
VIII - dos sistemas construtivos e estruturais, estruturas, desenvolvimento de estruturas e

aplicação tecnológica de estruturas;

IX - de instalações e equipamentos referentes à arquitetura e urbanismo;

X - do Conforto Ambiental, técnicas referentes ao estabelecimento de condições climáticas, acústicas, lumínicas e ergonômicas, para a concepção, organização e construção dos espaços; XI - do Meio Ambiente, Estudo e Avaliação dos Impactos Ambientais, Licenciamento Ambiental, Utilização Racional dos Recursos Disponíveis e Desenvolvimento Sustentável.

Art. 3o Os campos da atuação profissional para o exercício da arquitetura e urbanismo são definidos a partir das diretrizes curriculares nacionais que dispõem sobre a formação do profissional arquiteto e urbanista nas quais os núcleos de conhecimentos de fundamentação e de conhecimentos profissionais caracterizam a unidade de atuação profissional.

§  1o O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil - CAU/BR especificará, atentando para o disposto no caput, as áreas de atuação privativas dos arquitetos e urbanistas e as áreas de atuação compartilhadas com outras profissões regulamentadas.

§  2o Serão consideradas privativas de profissional especializado as áreas de atuação nas quais a ausência de formação superior exponha o usuário do serviço a qualquer risco ou danos materiais à segurança, à saúde ou ao meio ambiente.
§    3o No exercício de atividades em áreas de atuação compartilhadas com outras áreas profissionais, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo - CAU do Estado ou do Distrito Federal fiscalizará o exercício profissional da Arquitetura e Urbanismo.

§  4o Na hipótese de as normas do CAU/BR sobre o campo de atuação de arquitetos e urbanistas contradizerem normas de outro Conselho profissional, a controvérsia será resolvida por meio de resolução conjunta de ambos os conselhos.
§   5o Enquanto não editada a resolução conjunta de que trata o § 4o ou, em caso de impasse, até que seja resolvida a controvérsia, por arbitragem ou judicialmente, será aplicada a norma do Conselho que garanta ao profissional a maior margem de atuação.

Art. 4o O CAU/BR organizará e manterá atualizado cadastro nacional das escolas e faculdades de arquitetura e urbanismo, incluindo o currículo de todos os cursos oferecidos e os projetos pedagógicos.
Registro do arquiteto e urbanista no Conselho

Art. 5o Para uso do título de arquiteto e urbanista e para o exercício das atividades profissionais privativas correspondentes, é obrigatório o registro do profissional no CAU do Estado ou do Distrito Federal.
Parágrafo único. O registro habilita o profissional a atuar em todo o território nacional. Art. 6o São requisitos para o registro:
I - capacidade civil; e

II - diploma de graduação em arquitetura e urbanismo, obtido em instituição de ensino superior oficialmente reconhecida pelo poder público.

§  1o Poderão obter registro no CAU dos Estados e do Distrito Federal os portadores de diploma de graduação em Arquitetura e Urbanismo ou de diploma de arquiteto ou arquiteto e urbanista, obtido em instituição estrangeira de ensino superior reconhecida no respectivo país e devidamente revalidado por instituição nacional credenciada.

2o Cumpridos os requisitos previstos nos incisos I e II do caput, poderão obter registro no CAU dos Estados ou do Distrito Federal, em caráter excepcional e por tempo determinado, profissionais estrangeiros sem domicílio no País.
3o A concessão do registro de que trata o § 2o é condicionada à efetiva participação de arquiteto e urbanista ou sociedade de arquitetos, com registro no CAU Estadual ou no Distrito Federal e com domicílio no País, no acompanhamento em todas as fases das atividades a serem desenvolvidas pelos profissionais estrangeiros.
Art. 7o Exerce ilegalmente a profissão de arquiteto e urbanista a pessoa física ou jurídica que realizar atos ou prestar serviços, públicos ou privados, privativos dos profissionais de que trata esta Lei ou, ainda, que, mesmo não realizando atos privativos, se apresenta como arquiteto e urbanista ou como pessoa jurídica que atue na área de arquitetura e urbanismo sem registro no CAU.
Art. 8o A carteira profissional de arquiteto e urbanista possui fé pública e constitui prova de identidade civil para todos os fins legais.
Da Interrupção e do Cancelamento do registro profissional
Art. 9o É facultada ao profissional e à pessoa jurídica, que não estiver no exercício de suas atividades, a interrupção de seu registro profissional no CAU por tempo indeterminado, desde que atenda as condições regulamentadas pelo CAU/BR. Sociedade de arquitetos e urbanistas
Art. 10. Os arquitetos e urbanistas, juntamente com outros profissionais, poder-se-ão reunir em sociedade de prestação de serviços de arquitetura e urbanismo, nos termos das normas de direito privado, desta Lei e do Regimento Geral do CAU/BR.
Parágrafo único. Sem prejuízo do registro e aprovação pelo órgão competente, a sociedade que preste serviços de arquitetura e urbanismo dever-se-á cadastrar no CAU da sua sede, o qual enviará as informações ao CAU/BR para fins de composição de cadastro unificado nacionalmente.
Art. 11. É vedado o uso das expressões “arquitetura” ou “urbanismo” ou designação similar na razão social ou no nome fantasia de sociedade que não possuir arquiteto e urbanista entre os sócios com poder de gestão ou entre os empregados permanentes. Dos Acervos Técnicos
Art. 12. O acervo técnico constitui propriedade do profissional arquiteto e urbanista e é composto por todas as atividades por ele desenvolvidas, conforme discriminado nos arts. 2o e 3o, resguardando-se a legislação do Direito Autoral.
Art. 13. Para fins de comprovação de autoria ou de participação e de formação de acervo técnico, o arquiteto e urbanista deverá registrar seus projetos e demais trabalhos técnicos ou de criação no CAU do ente da Federação onde atue.
Parágrafo único. A qualificação técnica de sociedade com atuação nos campos da arquitetura e do urbanismo será demonstrada por meio dos acervos técnicos dos arquitetos e urbanistas comprovadamente a ela vinculados.
Art. 14. É dever do arquiteto e urbanista ou da sociedade de prestação de serviços de arquitetura e urbanismo indicar em documentos, peças publicitárias, placas ou outro elemento de comunicação dirigido a cliente, ao público em geral e ao CAU local:
I - o nome civil ou razão social do(s) autor(es) e executante(s) do serviço, completo ou abreviado, ou pseudônimo ou nome fantasia, a critério do profissional ou da sociedade de prestação de serviços de arquitetura e urbanismo, conforme o caso;
- o número do registro no CAU local; e III - a atividade a ser desenvolvida.
Parágrafo único. Quando se tratar de atividade desenvolvida por mais de um arquiteto e urbanista ou por mais de uma sociedade de prestação de serviços de arquitetura e urbanismo e não sendo especificados diferentes níveis de responsabilidade, todos serão considerados indistintamente coautores e corresponsáveis.

Art. 15. Aquele que implantar ou executar projeto ou qualquer trabalho técnico de criação ou de autoria de arquiteto e urbanista deve fazê-lo de acordo com as especificações e o detalhamento constantes do trabalho, salvo autorização em contrário, por escrito, do autor.
Parágrafo único. Ao arquiteto e urbanista é facultado acompanhar a implantação ou execução de projeto ou trabalho de sua autoria, pessoalmente ou por meio de preposto especialmente designado com a finalidade de averiguar a adequação da execução ao projeto ou concepção original.

Art. 16. Alterações em trabalho de autoria de arquiteto e urbanista, tanto em projeto como em obra dele resultante, somente poderão ser feitas mediante consentimento por escrito da pessoa natural titular dos direitos autorais, salvo pactuação em contrário.
§    1o No caso de existência de coautoria, salvo pactuação em contrário, será necessária a concordância de todos os coautores.
§  2o Em caso de falecimento ou de incapacidade civil do autor do projeto original, as alterações ou modificações poderão ser feitas pelo coautor ou, em não havendo coautor, por outro profissional habilitado, independentemente de autorização, que assumirá a responsabilidade pelo projeto modificado.
§  3o Ao arquiteto e urbanista que não participar de alteração em obra ou trabalho de sua autoria é permitido o registro de laudo no CAU de seu domicílio, com o objetivo de garantir a autoria e determinar os limites de sua responsabilidade.
§  4o Na hipótese de a alteração não ter sido concebida pelo autor do projeto original, o resultado final terá como coautores o arquiteto e urbanista autor do projeto original e o autor do projeto de alteração, salvo decisão expressa em contrário do primeiro, caso em que a autoria da obra passa a ser apenas do profissional que houver efetuado as alterações.
Ética

Art. 17. No exercício da profissão, o arquiteto e urbanista deve pautar sua conduta pelos parâmetros a serem definidos no Código de Ética e Disciplina do CAU/BR.
Parágrafo único. O Código de Ética e Disciplina deverá regular também os deveres do arquiteto e urbanista para com a comunidade, a sua relação com os demais profissionais, o dever geral de urbanidade e, ainda, os respectivos procedimentos disciplinares, observado o disposto nesta Lei. Art. 18. Constituem infrações disciplinares, além de outras definidas pelo Código de Ética e Disciplina:

I - registrar projeto ou trabalho técnico ou de criação no CAU, para fins de comprovação de direitos autorais e formação de acervo técnico, que não haja sido efetivamente concebido, desenvolvido ou elaborado por quem requerer o registro;
II - reproduzir projeto ou trabalho técnico ou de criação, de autoria de terceiros, sem a devida autorização do detentor dos direitos autorais;
III - fazer falsa prova de quaisquer documentos exigidos para o registro no CAU;

IV - delegar a quem não seja arquiteto e urbanista a execução de atividade privativa de arquiteto e urbanista;

V - integrar sociedade de prestação de serviços de arquitetura e urbanismo sem nela atuar, efetivamente, com objetivo de viabilizar o registro da empresa no CAU, de utilizar o nome “arquitetura” ou “urbanismo” na razão jurídica ou nome fantasia ou ainda de simular para os usuários dos serviços de arquitetura e urbanismo a existência de profissional do ramo atuando; VI - locupletar-se ilicitamente, por qualquer meio, às custas de cliente, diretamente ou por intermédio de terceiros;
VII - recusar-se, injustificadamente, a prestar contas a cliente de quantias que houver recebido dele, diretamente ou por intermédio de terceiros;
VIII - deixar de informar, em documento ou peça de comunicação dirigida a cliente, ao público em geral, ao CAU/BR ou aos CAUs, os dados exigidos nos termos desta Lei;
IX - deixar de observar as normas legais e técnicas pertinentes na execução de atividades de arquitetura e urbanismo;
X - ser desidioso na execução do trabalho contratado;

XI - deixar de pagar a anuidade, taxas, preços de serviços e multas devidos ao CAU/BR ou aos CAUs, quando devidamente notificado;
XII - não efetuar Registro de Responsabilidade Técnica quando for obrigatório. Art. 19. São sanções disciplinares:
I - advertência;

II - suspensão entre 30 (trinta) dias e 1 (um) ano do exercício da atividade de arquitetura e urbanismo em todo o território nacional;

III - cancelamento do registro; e

IV - multa no valor entre 1 (uma) a 10 (dez) anuidades.

§  1o As sanções deste artigo são aplicáveis à pessoa natural dos arquitetos e urbanistas.
§  2o As sanções poderão ser aplicadas às sociedades de prestação de serviços com atuação nos campos da arquitetura e do urbanismo, sem prejuízo da responsabilização da pessoa natural do arquiteto e urbanista.
§   3o No caso em que o profissional ou sociedade de arquitetos e urbanistas deixar de pagar a anuidade, taxas, preços de serviços e multas devidos ao CAU/BR ou aos CAUs, quando devidamente notificado, será aplicada suspensão até a regularização da dívida.

§  4o A sanção prevista no inciso IV pode incidir cumulativamente com as demais.

§   5o Caso constatado que a infração disciplinar teve participação de profissional vinculado ao conselho de outra profissão, será comunicado o conselho responsável.
Art. 20. Os processos disciplinares do CAU/BR e dos CAUs seguirão as regras constantes da Lei no 9.784, de 29 de janeiro de 1999, desta Lei e, de forma complementar, das resoluções do CAU/BR.
Art. 21. O processo disciplinar instaura-se de ofício ou mediante representação de qualquer autoridade ou pessoa interessada.
§  1o A pedido do acusado ou do acusador, o processo disciplinar poderá tramitar em sigilo, só tendo acesso às informações e documentos nele contidos o acusado, o eventual acusador e os respectivos procuradores constituídos.
§  2o Após a decisão final, o processo tornar-se-á público.

Art. 22. Caberá recurso ao CAU/BR de todas as decisões definitivas proferidas pelos CAUs, que decidirá em última instância administrativa.
Parágrafo único. Além do acusado e do acusador, o Presidente e os Conselheiros do CAU são legitimados para interpor o recurso previsto neste artigo.
Art. 23. Prescreve em 5 (cinco) anos a pretensão de punição das sanções disciplinares, a contar da data do fato.
Parágrafo único. A prescrição interrompe-se pela intimação do acusado para apresentar defesa. Criação e organização do CAU/BR e dos CAUs
Art. 24. Ficam criados o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil - CAU/BR e os Conselhos de Arquitetura e Urbanismo dos Estados e do Distrito Federal - CAUs, como autarquias dotadas de personalidade jurídica de direito público, com autonomia administrativa e financeira e estrutura federativa, cujas atividades serão custeadas exclusivamente pelas próprias rendas.

§   1o O CAU/BR e os CAUs têm como função orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício da profissão de arquitetura e urbanismo, zelar pela fiel observância dos princípios de ética e disciplina da classe em todo o território nacional, bem como pugnar pelo aperfeiçoamento do exercício da arquitetura e urbanismo.
§  2o O CAU/BR e o CAU do Distrito Federal terão sede e foro em Brasília.

§   3o Cada CAU terá sede e foro na capital do Estado, ou de um dos Estados de sua área de atuação, a critério do CAU/BR.
Art. 25. O CAU/BR e os CAUs gozam de imunidade a impostos (art. 150, inciso VI, alínea a, da Constituição Federal).

Art. 26. O Plenário do Conselho do CAU/BR será constituído por:

I - 1 (um) Conselheiro representante de cada Estado e do Distrito Federal;

II - 1 (um) Conselheiro representante das instituições de ensino de arquitetura e urbanismo.

§  1o Cada membro do CAU/BR terá 1 (um) suplente.

§   2o Os Conselheiros do CAU/BR serão eleitos pelo voto direto e obrigatório dos profissionais do Estado que representam ou do Distrito Federal.
§  3o O Presidente será eleito entre seus pares por maioria de votos dos conselheiros, em votação secreta, e terá direito apenas a voto de qualidade nas deliberações do CAU/BR.
§   4o As instituições de ensino de arquitetura e urbanismo oficialmente reconhecidas serão representadas por 1 (um) conselheiro, por elas indicado, na forma do Regimento Geral do CAU/BR.
Art. 27. O CAU/BR tem sua estrutura e funcionamento definidos pelo seu Regimento Geral, aprovado pela maioria absoluta dos conselheiros federais.
Parágrafo único. A prerrogativa de que trata o caput será exercida com estrita observância às possibilidades efetivas de seu custeio com os recursos próprios do Conselho Federal de Arquitetura e Urbanismo, considerados ainda seus efeitos nos exercícios subsequentes. Art. 28. Compete ao CAU/BR:
I - zelar pela dignidade, independência, prerrogativas e valorização da arquitetura e do urbanismo;
II   - editar, alterar o Regimento Geral, o Código de Ética, as Normas Eleitorais e os provimentos que julgar necessários;

III - adotar medidas para assegurar o funcionamento regular dos CAUs;

IV - intervir nos CAUs quando constatada violação desta Lei ou do Regimento Geral; V - homologar os regimentos internos e as prestações de contas dos CAUs;

VI - firmar convênios com entidades públicas e privadas, observada a legislação aplicável; VII - autorizar a oneração ou a alienação de bens imóveis de sua propriedade;
VIII - julgar, em grau de recurso, as questões decididas pelos CAUs;

IX - inscrever empresas ou profissionais estrangeiros de arquitetura e urbanismo sem domicílio no País;
X - criar órgãos colegiados com finalidades e funções específicas;

XI - deliberar sobre assuntos administrativos e financeiros, elaborando programas de trabalho e orçamento;

XII - manter relatórios públicos de suas atividades;

XIII - representar os arquitetos e urbanistas em colegiados de órgãos públicos federais que tratem de questões de exercício profissional referentes à arquitetura e ao urbanismo;
XIV - aprovar e divulgar tabelas indicativas de honorários dos arquitetos e urbanistas;

XV - contratar empresa de auditoria para auditar o CAU/BR e os CAUs, conforme dispuser o Regimento Geral.
§ 1o O quorum necessário para a deliberação e aprovação das diferentes matérias será definido no Regimento.
§ 2o O exercício das competências enumeradas nos incisos V, VI, VII, X, XI e XV do caput terá como limite para seu efetivo custeio os recursos próprios do Conselho Federal de Arquitetura e Urbanismo, considerados os seus efeitos nos exercícios subsequentes, observadas as normas de ordem pública quanto à alienação de bens patrimoniais e à contratação de serviços.

Art. 29. Compete ao Presidente do CAU/BR, entre outras questões que lhe forem atribuídas pelo Regimento Geral do CAU/BR:
I - representar judicialmente e extrajudicialmente o CAU/BR;

II - presidir as reuniões do Conselho do CAU/BR, podendo exercer o voto de desempate;

III - cuidar das questões administrativas do CAU/BR, ouvindo previamente o Conselho quando exigido pelo
Regimento Geral.

Art. 30. Constituem recursos do Conselho Federal de Arquitetura e Urbanismo - CAU/BR: I - 20% (vinte por cento) da arrecadação prevista no inciso I do art. 37;
II - doações, legados, juros e receitas patrimoniais; III - subvenções;
IV - resultados de convênios;

V - outros rendimentos eventuais.

Parágrafo único. A alienação de bens e a destinação de recursos provenientes de receitas patrimoniais serão aprovadas previamente pelo Plenário do Conselho Federal de Arquitetura e Urbanismo - CAU/BR.
Art. 31. Será constituído um CAU em cada Estado da Federação e no Distrito Federal.

§ 1o A existência de CAU compartilhado por mais de um Estado da Federação somente será admitida na hipótese em que o número limitado de inscritos inviabilize a instalação de CAU próprio para o Estado.
§   2o A existência de CAU compartilhado depende de autorização do CAU/BR em decisão que será reavaliada, no máximo, a cada 6 (seis) anos.
Art. 32. O Plenário do CAU de cada Estado da Federação e do Distrito Federal é constituído de 1 (um) presidente e de conselheiros.
§  1o Os conselheiros, e respectivos suplentes, serão eleitos na seguinte proporção:

I - até 499 (quatrocentos e noventa e nove) profissionais inscritos: 5 (cinco) conselheiros;

II - de 500 (quinhentos) a 1.000 (mil) profissionais inscritos: 7 (sete) conselheiros;

III - de 1.001 (mil e um) a 3.000 (três mil) profissionais inscritos: 9 (nove) conselheiros; IV - acima de 3.000 (três mil) profissionais inscritos: 9 (nove) conselheiros mais 1 (um) para cada 1.000 (mil) inscritos ou fração, descontados os 3.000 (três mil) iniciais.

§  2o O Presidente será eleito entre seus pares em Plenário pelo voto direto por maioria de votos dos conselheiros e terá direito apenas a voto de qualidade nas deliberações dos CAUs.
§  3o Na hipótese de compartilhamento de CAU, nos termos do § 2o do art. 31:

I - as eleições serão realizadas em âmbito estadual; II - o número de membros do conselho será definido na forma do § 1o; e
III   - a divisão das vagas por Estado do Conselho compartilhado será feita segundo o número de profissionais inscritos no Estado, garantido o número mínimo de 1 (um) conselheiro por Estado. Art. 33. Os CAUs terão sua estrutura e funcionamento definidos pelos respectivos Regimentos Internos, aprovados pela maioria absoluta dos conselheiros.

Art. 34. Compete aos CAUs:

I - elaborar e alterar os respectivos Regimentos Internos e demais atos administrativos;

II - cumprir e fazer cumprir o disposto nesta Lei, no Regimento Geral do CAU/BR, nos demais atos normativos do CAU/BR e nos próprios atos, no âmbito de sua competência;
III - criar representações e escritórios descentralizados no território de sua jurisdição, na forma do Regimento Geral do CAU/BR;
IV - criar colegiados com finalidades e funções específicas;

V - realizar as inscrições e expedir as carteiras de identificação de profissionais e pessoas jurídicas habilitadas, na forma desta Lei, para exercerem atividades de arquitetura e urbanismo, mantendo o cadastro atualizado;
VI - cobrar as anuidades, as multas e os Registros de Responsabilidade Técnica;

VII - fazer e manter atualizados os registros de direitos autorais, de responsabilidade e os acervos técnicos;
VIII - fiscalizar o exercício das atividades profissionais de arquitetura e urbanismo;

IX - julgar em primeira instância os processos disciplinares, na forma que determinar o Regimento Geral do CAU/BR;
X - deliberar sobre assuntos administrativos e financeiros, elaborando programas de trabalho e orçamento;
XI - sugerir ao CAU/BR medidas destinadas a aperfeiçoar a aplicação desta Lei e a promover o cumprimento de suas finalidades e a observância aos princípios estabelecidos;

XII - representar os arquitetos e urbanistas em colegiados de órgãos públicos estaduais e municipais que tratem de questões de exercício profissional referentes à arquitetura e ao urbanismo, assim como em órgãos não governamentais da área de sua competência;

XIII - manter relatórios públicos de suas atividades; e XIV - firmar convênios com entidades públicas e privadas.

§ 1o O exercício das competências enumeradas nos incisos III, IV, X e XIV do caput terá como limite para seu efetivo custeio os recursos próprios do respectivo Conselho Regional de Arquitetura e Urbanismo, considerados os seus efeitos nos exercícios subsequentes, observadas as normas de ordem pública relativas à contratação de serviços e à celebração de convênios.

§ 2o Excepcionalmente, serão considerados recursos próprios os repasses recebidos do Conselho Federal de Arquitetura e Urbanismo pelo Conselho Regional de Arquitetura e Urbanismo, a conta do fundo especial a que se refere o art. 60.

Art. 35. Compete ao presidente do CAU, entre outras questões que lhe forem atribuídas pelo Regimento Geral do
CAU/BR e pelo Regimento Interno do CAU respectivo: I - representar judicialmente e extrajudicialmente o CAU; II - presidir as reuniões do Conselho do CAU, podendo exercer o voto de desempate;
III    - cuidar das questões administrativas do CAU, ouvindo previamente o Conselho quando exigido pelo Regimento Geral do CAU/BR ou pelo Regimento Interno do CAU respectivo.
Art. 36. É de 3 (três) anos o mandato dos conselheiros do CAU/BR e dos CAUs sendo permitida apenas uma recondução.

§ 1o O mandato do presidente será coincidente com o mandato do conselheiro. § 2o Perderá o mandato o conselheiro que:
I - sofrer sanção disciplinar;

II - for condenado em decisão transitada em julgado por crime relacionado com o exercício do mandato ou da profissão; ou
III - ausentar-se, sem justificativa, a 3 (três) reuniões do Conselho, no período de 1 (um) ano.

§ 3o O presidente do CAU/BR e os presidentes dos CAUs serão destituídos pela perda do mandato como conselheiro, nos termos do § 2o ou pelo voto de 3/5 (três quintos) dos conselheiros.
Art. 37. Constituem recursos dos Conselhos Regionais de Arquitetura e Urbanismo - CAUs: I - receitas com anuidades, contribuições, multas, taxas e tarifas de serviços;
II - doações, legados, juros e rendimentos patrimoniais; III - subvenções;
IV - resultados de convênios;

V - outros rendimentos eventuais.

Art. 38. Os presidentes do CAU/BR e dos CAUs prestarão, anualmente, suas contas ao Tribunal de Contas da União.
§ 1o Após aprovação pelo respectivo Plenário, as contas dos CAUs serão submetidas ao CAU/BR para homologação.

§ 2o As contas do CAU/BR, devidamente homologadas, e as dos CAUs serão submetidas à apreciação do Tribunal de Contas da União.
§ 3o Cabe aos presidentes do CAU/BR e de cada CAU a responsabilidade pela prestação de contas.
Art. 39. Cabe ao CAU/BR dirimir as questões divergentes entre os CAUs baixando normas complementares que unifiquem os procedimentos.
Art. 40. O exercício das funções de presidente e de conselheiro do CAU/BR e dos CAUs não será remunerado.
Art. 41. Os empregados do CAU/BR e dos demais CAUs Estaduais e do Distrito Federal serão contratados mediante aprovação em concurso público, sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho.
Anuidade devida para os CAUs

Art. 42. Os profissionais e as pessoas jurídicas inscritas no CAU pagarão anuidade no valor de R$ 350,00 (trezentos e cinquenta reais).
§ 1o Os valores das anuidades serão reajustados de acordo com a variação integral do Índice Nacional de Preços
ao Consumidor - INPC, calculado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, nos termos de ato do CAU/BR.
§ 2o A data de vencimento, as regras de parcelamento e o desconto para pagamento à vista serão estabelecidos pelo CAU/BR.

§ 3o Os profissionais formados há menos de 2 (dois) anos e acima de 30 (trinta) anos de formados, pagarão metade do valor da anuidade.
§ 4o A anuidade deixará de ser devida após 40 (quarenta) anos de contribuição da pessoa natural.
Art. 43. A inscrição do profissional ou da pessoa jurídica no CAU não está sujeita ao pagamento de nenhum valor além da anuidade, proporcionalmente ao número de meses restantes no ano. Art. 44. O não pagamento de anuidade no prazo, sem prejuízo da responsabilização pessoal pela violação ética, sujeita o infrator ao pagamento de multa de 20% (vinte por cento) sobre o valor devido e à incidência de correção com base na variação da Taxa Referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC até o efetivo pagamento. Registro de Responsabilidade Técnica - RRT

Art. 45. Toda realização de trabalho de competência privativa ou de atuação compartilhadas com outras profissões regulamentadas será objeto de Registro de Responsabilidade Técnica - RRT.

§  1o Ato do CAU/BR detalhará as hipóteses de obrigatoriedade da RRT.

§  2o O arquiteto e urbanista poderá realizar RRT, mesmo fora das hipóteses de obrigatoriedade, como meio de comprovação da autoria e registro de acervo.
Art. 46. O RRT define os responsáveis técnicos pelo empreendimento de arquitetura e urbanismo, a partir da definição da autoria e da coautoria dos serviços.
Art. 47. O RRT será efetuado pelo profissional ou pela pessoa jurídica responsável, por intermédio de seu profissional habilitado legalmente no CAU.
Art. 48. Não será efetuado RRT sem o prévio recolhimento da Taxa de RRT pela pessoa física do profissional ou pela pessoa jurídica responsável.

Art. 49. O valor da Taxa de RRT é, em todas as hipóteses, de R$ 60,00 (sessenta reais). Parágrafo único. O valor referido no caput será atualizado, anualmente, de acordo com a variação integral do Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC, calculado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, nos termos de ato do CAU/BR.

Art. 50. A falta do RRT sujeitará o profissional ou a empresa responsável, sem prejuízo da responsabilização pessoal pela violação ética e da obrigatoriedade da paralisação do trabalho até a regularização da situação, à multa de 300% (trezentos por cento) sobre o valor da Taxa de RRT não paga corrigida, a partir da autuação, com base na variação da Taxa Referencial do Sistema Especial de Liquidação e de Custódia - SELIC, acumulada mensalmente, até o último dia do mês anterior ao da devolução dos recursos, acrescido este montante de 1% (um por cento) no mês de efetivação do pagamento.

Parágrafo único. Não se aplica o disposto no caput no caso de trabalho realizado em resposta a situação de emergência se o profissional ou a pessoa jurídica diligenciar, assim que possível, na regularização da situação.
Da cobrança de valores pelos CAUs

Art. 51. A declaração do CAU de não pagamento de multas por violação da ética ou pela não realização de RRT, após o regular processo administrativo, constitui título executivo extrajudicial.
Parágrafo único. Na hipótese do caput, os valores serão executados na forma da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil.

Art. 52. O atraso no pagamento de anuidade sujeita o responsável à suspensão do exercício profissional ou, no caso de pessoa jurídica, à proibição de prestar trabalhos na área da arquitetura e do urbanismo, mas não haverá cobrança judicial dos valores em atraso, protesto de dívida ou comunicação aos órgãos de proteção ao crédito.

Art. 53. A existência de dívidas pendentes não obsta o desligamento do CAU.

Art. 54. Os valores devidos aos CAUs referentes a multa por violação da ética, multa pela não realização de RRT ou anuidades em atraso, prescrevem no prazo de 5 (cinco) anos.
Instalação do CAU/BR e dos CAUs

Art. 55. Os profissionais com título de arquitetos e urbanistas, arquitetos e engenheiro arquiteto, com registro nos atuais Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - CREAs terão, automaticamente, registro nos CAUs com o título único de arquiteto e urbanista.
Parágrafo único. Os CREAs enviarão aos CAUs a relação dos arquitetos e urbanistas, arquitetos e engenheiro arquiteto inscritos, no prazo de 30 (trinta) dias da instalação do CAU, bem como
os prontuários, dados profissionais, registros e acervo de todas as ARTs emitidas pelos profissionais e todos os processos em tramitação.
Art. 56. As Coordenadorias das Câmaras de Arquitetura dos atuais CREAs e a Coordenadoria Nacional das Câmaras de Arquitetura do atual CONFEA gerenciarão o processo de transição e organizarão o primeiro processo eleitoral para o CAU/BR e para os CAUs dos Estados e do Distrito Federal.
1o Na primeira eleição para o CAU/BR o representante das instituições de ensino será estabelecido pela Coordenadoria Nacional das Câmaras de Arquitetura.

§  2o A eleição para os conselheiros do CAU/BR e dos CAUs dar-se-á entre 3 (três) meses e 1 (um) ano da publicação desta Lei.
§  3o Realizada a eleição e instalado o CAU/BR, caberá a ele decidir os CAUs que serão instalados no próprio Estado e os Estados que compartilharão CAU por insuficiência de inscritos.

§  4o As entidades nacionais dos arquitetos e urbanistas participarão do processo de transição e organização do primeiro processo eleitoral.
Art. 57. Os atuais Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia a contar da publicação desta Lei, passarão a depositar mensalmente em conta específica, 90% (noventa por cento) do valor das anuidades, das anotações de responsabilidade técnicas e de multas recebidas das pessoas físicas e jurídicas de arquitetos e urbanistas, arquitetos e engenheiros arquitetos até que ocorra a instalação do CAU/BR.
Parágrafo único. A quantia a que se refere o caput deverá ser usada no custeio do processo eleitoral de que trata o art. 56, sendo repassado o restante para o CAU/BR utilizar no custeio da sua instalação e da instalação dos CAUs.
Art. 58. (VETADO)

Art. 59. O CAU/BR e os CAUs poderão manter convênio com o CONFEA e com os CREAs, para compartilhamento de imóveis, de infraestrutura administrativa e de pessoal, inclusive da estrutura de fiscalização profissional.
Art. 60. O CAU/BR instituirá fundo especial destinado a equilibrar as receitas e despesas dos CAUs, exclusivamente daqueles que não conseguirem arrecadação suficiente para a manutenção de suas estruturas administrativas, sendo obrigatória a publicação dos dados de balanço e do planejamento de cada CAU para fins de acompanhamento e controle dos profissionais.

Parágrafo único. Resolução do CAU/BR, elaborada com a participação de todos os presidentes dos CAUs, regulamentará este artigo.
Art. 61. Em cumprimento ao disposto no inciso X do art. 28 e no inciso IV do art. 34, o CAU/BR instituirá colegiado permanente com participação das entidades nacionais dos arquitetos e urbanistas, para tratar das questões do ensino e do exercício profissional.

§    1o No âmbito das unidades da federação os CAUs instituirão colegiados similares com participação das entidades regionais dos arquitetos e urbanistas.

§  2o Fica instituída a Comissão Permanente de Ensino e Formação, no âmbito dos CAUs em todas as Unidades da Federação que se articulará com o CAU/BR por intermédio do conselheiro federal representante das instituições de ensino superior.
Art. 62. O CAU/BR e os CAUs serão fiscalizados pelo Tribunal de Contas da União e auditados, anualmente, por auditoria independente e os resultados divulgados para conhecimento público. Mútuas de assistência dos profissionais vinculados aos CAUs

Art. 63. Os arquitetos e urbanistas que por ocasião da publicação desta Lei se encontravam vinculados à Mútua de que trata a Lei no 6.496, de 7 de dezembro de 1977, poder-se-ão se manter associados.
Adaptação do CONFEA e dos CREAs

Art. 64. O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - CONFEA passa a se denominar Conselho Federal de Engenharia e Agronomia - CONFEA.
Art. 65. Os Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - CREAs passam a se denominar Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia - CREAs.
Adaptação das Leis nos 5.194, de 1966, 6.496, de 1977

Art. 66. As questões relativas a arquitetos e urbanistas constantes das Leis nos 5.194, de 24 de

dezembro de 1966 e 6.496, de 7 de dezembro de 1977, passam a ser reguladas por esta Lei.

Parágrafo único. (VETADO)

Art. 67. (VETADO)

Vigência

Art. 68. Esta Lei entra em vigor:

I - quanto aos arts. 56 e 57, na data de sua publicação; e

II  - quanto aos demais dispositivos, após a posse do Presidente e dos Conselheiros do CAU/BR. Brasília, 31 de dezembro de 2010; 189o da Independência e 122o da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

Luiz Paulo Teles Ferreira Barreto

Fernando Haddad

Carlos Lupi

Paulo Bernardo Silva

Este texto não substitui o publicado no DOU de 31.12.2010 - Edição extra

- Anexo 2 –


Topografia: Grade curricular, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de São Paulo (USP).

 

























































Figura 1: http://www.fau.usp.br/arquivos/sg/servgrad/Estrutura%20curricular/2017/Arquitetura%202017.pdf

sábado, 17 de novembro de 2018

VI Encontro de Jardins Históricos: envolvimento, sensibilização e participação da sociedade,

A  Comissão Organizadora do  VI Encontro de Jardins  Históricos: envolvimento, sensibilização e participação da sociedade, 
convida a Todos(as) interessados(as) a participar nos dias 21, 22 e  23 em Belo Horizonte. 

Acesse a programação oficial do evento pelo site:


Mesas-redondas e  Conferencia

Mesa de Debates.jpg

segunda-feira, 2 de abril de 2018

What Ancient African Huts Reveal About Earth's Magnetic Flips (from National Geography)

To be well informed (and clever!!!),

What Ancient African Huts Reveal About Earth's Magnetic Flips. Minerals in clays from the Iron Age may help scientists better understand how and why the magnetic poles swap places.

https://news.nationalgeographic.com/2018/03/earth-magnetic-field-south-atlantic-anomaly-africa-science/?utm_source=NatGeocom&utm_medium=Email&utm_content=inside_20180402&utm_campaign=Content&utm_rd=1551684491

(font: National Geography/https://www.nationalgeographic.com/. Acess: April 02, 2018)

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Arte e Religiosidades, a mais nova produção literária.

Arte_e_Religiosidades,
um novo livro sobre Vassouras e Paraty! Imperdível. Aguardo a crítica (rigorosa) de todos(as). 

Link:

Praça Central e Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição (Foto: Raphael David, 2017)


sexta-feira, 28 de abril de 2017

Conservation Of Soils and Economic Development, Lectture from Michael Fullen, University of Wolverhampton, England,

Prof. Dr. Michael Agustine Fullen will give a lecture at the Graduate Program in Geography (PPGG-UFRJ), as part of his technical visit to the Department of Geography, where he participated in the PhD bank of Maria do Carmo Oliveira Jorge, on April 24 2017; he also participated of the Io. Workshop Art and Science, organized by the Laboratory of Environmental Geomorphology and Soil Degradation (LAGESOLOS - UFRJ) and by the School of Fine Arts (EBA-UFRJ).
Open to the entire Academic Community, his lecture it will analyses the Conservation Of Soils and Economic Development, a topic that has been researched by Prof. Michael Fullen, of the University of Wolverhampton, England, for more than 30 years.
The lecture will be given in English, in the Auditorium of the Geography Graduation, room I-017, CCMN, on 02/05, from 13:30 to 14:30.
Everyone is invited.

domingo, 23 de abril de 2017

1st Art & Science Workshop

Next Tuesday, April25
Nothing better with the good weather in Rio de Janeiro than the coffee with cookies at the Art & Science Workshop at UFRJ.


domingo, 19 de março de 2017

workshop Arte & Ciência e História. Reflexões sobre a Arte e a Ciência no percurso da paisagem

25-26 abril 2017
Auditório Pangea (CCMN/UFRJ) + Museu da Geodiversidade + Museu Vivo do São Bento

Encontro entre profissionais que possuem pesquisas que interligam o estudo das transformações da paisagem com as atividades antrópicas em ambientes naturais, num foro de discussões sobre a Paisagem. Esta será avaliada quanto ao seu conteúdo artístico e percebida como cenário de variáveis que definem a sua sustentabilidade. Mutável e sistêmica, a paisagem se transforma ao longo do tempo ganhando novos significados, simbolismos e usos, causados por processos naturais e pelo ser humano que se apropria de recursos minerais, ou da própria beleza natural, para desenvolver atividades que visam o desenvolvimento econômico, social e cultural. A dinâmica discursiva do workshop se apoia sobre as seguintes linhas de debate,
  1. O ambiente e a paisagem como artefato, portanto, com valor de uso material: as interfaces, as variações, os contrastes e os vestígios da construção material de paisagens;
  2. O ambiente e a paisagem como símbolo, portanto, com valor de uso imaterial: as interfaces, as variações, os contrastes e os vestígios da construção simbólica de paisagens;
  3. As novas ordens e paradigmas da leitura do ambiente e da paisagem: adaptações, movimentos, técnicas e novas formatações do tema, ante as novas leituras advindas na contemporaneidade e da imperiosa necessidade de se garantir a sustentabilidade ambiental.

 Informações e inscrições

Apoio

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Cláudio Pastro, o Arquiteto de Deus.


Em Outubro sofremos uma grande perda, a morte do oblato e artista sacro Cláudio Pastro. A história do Mosteiro da Virgem em Petrópolis cruza com a história de vida e obra deste artista, que fazia questão de dizer que toda sua obra era para Deus.  Através do Mosteiro Nossa Senhora da Paz, de Itapecerica da Serra, Cláudio se tornou oblato e pode lá mesmo iniciar seus trabalhos.
A infância do artista
De família católica, Claudio Pastro nasceu em 16 de outubro de 1948, na cidade de São Paulo. Seus avós maternos eram espanhóis. O avô paterno nasceu na região do Vêneto, província de Treviso, Itália. Foi dele que herdou o sobrenome Pastro. A avó paterna, Geneviève de Grand, era da Provença francesa.Apesar de a família ser de fé católica, não foi o que mais o influenciou em questões religiosas.
Suas raízes se encontram no monaquismo beneditino, que entrou em sua vida pela convivência com as irmãzinhas da Assunção, cujo convento situavase na Alameda Lorena, bem em frente à casa em que a família morava. Dos 7 aos 19 anos, teve uma formação muito ligada a elas, porque seus pais compartilhavam daquele mundo. Sua mãe Aloísia, que todos chamavam de Luizita, pertencia ao grupo das Monicas, senhoras que participavam dos eventos assuncionistas.

Quando jovem, sua vocação para as artes tornou-se evidente. Se havia uma peça teatral ou um show na escola, logo o chamavam para criar o fundo do palco. Numa dessas ocasiões, desenhou todo um cenário com giz colorido sobre uma lona de caminhão. Assim, quando pensou em cursar uma faculdade, Claudio Pastro quis Belas Artes, muito incentivado pelos professores. Na época, já existiam Belas Artes, que eram a Pinacoteca e a FAAP. Mas não teve condições de fazer o curso, pois seus pais não podiam pagar a faculdade.
Mosteiro Nossa Senhora da Paz
Suas primeiras obras foram na capela do Mosteiro Nossa Senhora da Paz em São Paulo. Vieram então as criações para o Colégio Santo Américo e para outras igrejas. Aos poucos foi se tornando conhecido. Ao lado o Mosteiro Nossa Senhora da Paz.

O Pantocrator que encontra-se na Igreja São Bento do Morumbi, no Colegio Santo Américo, foi inaugurado em 1981, é um painel de 30 x 05 metros de altura, seu primeiro grande trabalho.
Ao receber o convite para fazê-lo, sentiu-se inseguro. Irmã Mônica Castanheira, a quem ele considera uma intelectual de largos horizontes, lhe disse: “Claudio, vá em frente. Não tenha medo, você é pós-Vaticano II!”. Para Claudio, ser pós-Vaticano II é ter a consciência da volta às fontes e agir de acordo com ela.
O Pantocrator

Claudio Pastro considera-se um iconógrafo e não vê em seus trabalhos nenhuma ligação com qualquer outro iconógrafo, a não ser uma relação genérica: o Pantocrator.Os ícones foram recuperados pela Igreja Católica só após o Concílio Vaticano II. Na visão de Claudio Pastro, após o Concílio a Igreja nada tinha a oferecer em termos de arte e foi pedir socorro à Igreja Oriental, onde a arte tem fundamento
Lá, o Cristo Pantocrator é o ícone de maior significado. Ainda segundo ele, “se isso não acontecesse, talvez hoje sequer soubéssemos o que é um ícone, o Mistério, o Sagrado. O sentimento do sagrado apaga o eu, pois quem tudo determina é a divindade — Criador-Redentor. A partir do Concílio Vaticano II, Claudio Pastro serve-se de sua obra para enaltecer a figura de Cristo. “Ele é o rei. Os santos nada poderiam sem Ele. Todos eles viveram em função do Cristo como nós vivemos”, diz. “Se é para reverenciar apenas um santo, melhor colocá-lo logo em destaque na igreja para torná-lo um mito, um ídolo.” O que inspira Pastro, o que lhe importa, é a ação de Deus em nós e a nossa relação com Ele. O que o toca é a presença do mistério Criador-criatura.

A arte de Pastro no Mosteiro da Virgem

O Cristo Pantocrator foi realizado por Pastro na Abside da Igreja Abacial do Mosteiro da Virgem em Petrópolis RJ no ano de 1986.O Mosteiro da Virgem era uma fundação dedicada para cuidar da Igreja, principalmente do clero. Foi fundado por Madre Francisca no inicio do século XX. Na década de 60, por falta de membros, a comunidade foi acoplada à Abadia de Nossa Senhora das Graças de Belo Horizonte, havendo uma refundação do Mosteiro.
A igreja Abacial do Mosteiro da Virgem foi projetada arquitetonicamente por Pastro, que também realizou a feitura do altar, ambão, crucifixo, sacrário, escultura Mãe de Deus, vitral e painéis.

Vejam agora os detalhes da arte de Pastro no Mosteiro da Virgem.
 
Capela de São Bento e Santa Escolástica

A cruz de Cristo, como báculo na mão do Patriarca dos Monges do Ocidente, une as auréolas dos irmãos. São bento tem na mão a Santa Regra com a frase "Per Ducatum Evanngelli" ( guiados pelo Evangelho), sentido do monaquismo beneditino.
A Presidência ou Sédia

Composta de três cubos dá destaque, no centro, ao lugar do presidente da Assembléia, o padre, embaixador do Celebrante, Cristo Jesus.
A virgem 
( Em bronze 1,20 m de altura)

Ela é a Theotokos ( a Mãe de Deus), trazendo Deus em seu seio. 
O Crucifico
(Cristo de bronze 0,60m de altura e cruz de ferro)

A Cruz é sinal da árvore da vida (Gn 2,9) que o Senhor nos conquistou com a sua Morte e Ressureição, abrindo - nos as portas da Jerusalém Celeste, do Paraíso, qual Novo Adão ( ICor 15,21).
A Relíquia

Sob o Altar, na frente, encontra - se uma pequena lápide com a inscrição: "Dos ossos do Apóstolo Paulo". O Verdadeiro Trono do Senhor sempre foi o coração do cristão e, sobretudo, os restos mortais dos que O testemunharam até com o próprio sangue.
Painel da Ábside
(Com 9m de altura por 4m de largura: mural realizado com tintas "pigmento terra" alemães e inglesas à base de água, cola branca e fixador matte americano o acrílico.)

Eu renovo todas as coisa ( Ap, 21,5). Frase que se lê no pequeno Enageliário que está na mão esquerda do Cristo e sintetiza todo o painel: se com Adão e Eva a humanidade se perde o Paraíso, com o Cristo, Novo Adão, a humanidade recupera o Paraíso.
Pedro e Paulo

Á esquerda e á direita, na base do painel,, são os fundamentos da Igreja Apostólica, juntamente com os demais apóstolos.
 
Quer agendar uma visita ?
Olá,
Se você deseja tornar-se um colaborador do Mosteiro da Virgem em Petrópolis (RJ), entre em contato conosco e faça parte do projeto AMIM - Amigos do Mosteiro. Para maiores informações, entrar em contato através do e-mail: mosdavirgem@gmail.com.

https://www.facebook.com/MosteirodaVirgem.

(fonte: Informativo Mosteiro da Virgem. Amigos do Mosteiro. Outubro/Novembro 2016)

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

De que água é feito esse Rio? (Não deixe de ler!)

De que água é feito esse Rio?  Uma história muito além de sofás boiando, falta de saneamento básico e promessas olímpicas não cumpridas. 

Por Helena Rebello e Fabio Penna 

(disponível em: http://app.globoesporte.globo.com/olimpiadas/baia-de-guanabara/)

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Prática com instrumento de topografia.

Aula prática de Topografia Básica, Laboratório de Topografia, 13 de julho de 2016 (fotos Nayara Martins, 2016)

sábado, 9 de abril de 2016

Oficina de Extensão em Tiradentes (08 a 10 de março de 2016)

Coordenação: Profs. Adriano Paiter e Maria Clara Amado

Dados para a pesquisa

1. Sobre o barroco (síntese)
http://www.macamp.com.br/variedades/Barroco.htm.

2. Sobre a Cidade e os bens tombados
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/377/

3. Sobre os monumentos em estudo na Oficina

3.1. Matriz de Santo Antonio
http://www.tiradentesvirtual.com/turismo/atracoes.asp?A=Igreja-Matriz-de-Santo-Antonio&ATR_SEQ=120

3.2. Chafariz de São José das Botas
http://www.tiradentesvirtual.com/turismo/atracoes.asp?A=Chafariz-de-Sao-Jose&ATR_SEQ=121

3.3. Santo Antonio da Canjica
http://www.tiradentesvirtual.com/turismo/atracoes.asp?ATR_SEQ=126&TipoAtracao=%3C%3E&ATR_DSC_NOME=Capela%20Bom%20Jesus%20da%20Pobreza

3.4. Capela do Bom Jesus da Pobreza (Bom Jesus Agonizante)
http://www.tiradentesvirtual.com/turismo/atracoes.asp?ATR_SEQ=126&TipoAtracao=%3C%3E&ATR_DSC_NOME=Capela%20Bom%20Jesus%20da%20Pobreza

3.5. Largo das Forras
http://www.tiradentesvirtual.com/turismo/atracoes.asp?A=Largo-das-Forras&ATR_SEQ=284


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

EROSÃO DOS SOLOS E MOVIMENTOS DE MASSA: abordagens geográficas. Imperdível!

EROSÃO DOS SOLOS E MOVIMENTOS DE MASSA: abordagens geográficas
 Autor: Antonio Jose Teixeira Guerra, Editora CRV , 2016


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

In Case I Die Before You're Born: Father-Knows-Best Advice for 21st Century Kids

 In Case I Die Before You're Born: Father-Knows-Best Advice for 21st Century Kids Kindle Edition by Marcos Carvalho. Disponível em: http://www.amazon.com/Case-Before-Youre-Born-Father-Knows-Best-ebook/dp/B00XKLD4FE/ref=cm_cr_pr_product_top?ie=UTF8



segunda-feira, 6 de julho de 2015